Sunday, March 29, 2009
O DESEJO
na praça depois da meia noite (chapt. 4)
Revolução e o copo de Brandi que molha a palavra

THEY SAY JUMP
YOU SAY HOW HIGH!?
(quote Zack de la Rocha)
A revolta é contra o mundo. Ou o mundo é que não está ao nosso alcance. Ou então, esperamos mesmo demasiado do mundo e só somos surpreendidos por aquilo que não queríamos, mas já o esperávamos. E o pior, é mesmo saber que ainda tenho pela frente muitos anos disto e muita estupidez para ver, para ouvir. Mas não a vou gramar por simpatia. Sou falso, sim, falo pelas costas e todos os dias faço uma revolução ao telemóvel, num blog, ou com uma caneta num guardanapo, sem nunca sair do lugar. Mas nunca me mexi para ser oportunista, graxista. Sei estar calado (às vezes) e sei quando posso dizer o que quero. Mas, acima de tudo, sei que não sou hipócrita e durmo todos os dias a saber que posso ignorar, cago, e sigo, e ao fim do dia estou descansado por mais uma vez não ter sido simpático e por não ter feito um comentário de circunstância, nem mandei um sorriso sem convicção e nunca um abraço que não foi sentido. Por isso, a todos os que esperam alguma coisa de mim...desistam. Ou já a fiz, ou não a quero fazer de todo, estou-me bem a cagar. Não vou começar uma campanha contra o álcool na cidade dos estudantes para dar boa imagem, porque quem o bebe sou eu, somos nós. Não vou a uma luta de almofadas com desconhecidos, faço um prisioneiro de guerra em casa. Não me vou manifestar só para fazer gazeta, para isso fico a dormir. E acima de tudo, não vou ser como vocês. Simplesmente não me convém, para ser estúpido, sou como sou. Sou um reflexo. Sou a minha familia, sou os meus amigos. Sou dos meus amores, sou da vida. Mas não da vossa.
E quando nos metemos a pensar nisto, o resultado é claro, conciso...e estupido. Não dá para mais! :)
"(00:12) “Amigo do Donald” : começo a pensar que nos temos algum problema psicologico ou assim
(00:12) “Donald” : oh..eu ja passei bué a fase das duvidas e conclui uma merda. é tipo uma tese: ou nos somos doentes
(00:13) “Donald” : entenda-se por isto, sofremos duma qualquer patologia cronica, ou que se desenvolveu ao longo da vida, qualquer tipo de sindrome, etc. ou
(00:13) “Donald” : somos muito à frente no nosso tempo e sentimo-nos bué desenquadrados nesta sociedade. tendo isto dito
(00:14) “Amigo do Donald” : x)
(00:14) “Donald” : consolido a ultima afirmaçao com um quote que passo a citar "é ténue a linha que distingue um louco dum génio" pretendo com isto dizer que
(00:14) “Amigo do Donald” : puto, doente
(00:14) “Donald” : talvez nos consideremos superiores aos outros com razao, ou entao para quem vê de fora somos uma merda
(00:14) “Amigo do Donald” : era meter"um dos quartos do coraçao dele sou eu que ocupo"
(00:15) “Donald” : o que eu acho, é: somos à frente e nao somos doentes e que quem tem realmente uma doença são eles. mas a patologia de que padeçem lentamente é contagiosa, LOGO,
(00:15) “Donald” : por isso é que sentimos bué que o mundo circundante e a sociedade que nos rodeia está cada vez pior
(00:16) “Donald” : poderia, de facto, ser o nosso sindrome a desenvolver-se e nos estariamos cada vez mais destacados deles, sentindo-os cada vez mais superiores mas...nao
(00:16) “Donald” : nos continuamos iguais e imunes, eles é que estao cada vez mais...estupidos vá! percebeste? "
Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009
(é claro que alterei os nomes reais)
Do nunca do vosso,
Donald.
a corner of my home
Friday, March 27, 2009
...
E hoje, ressacado de uma longa semana, vejo que o que me cansa não é o alcool, não são as drogas leves, muito menos as noites que acabam de manhã. Não há vitaminas que me acordem, nem despertem, simplesmente não existem.
Os olhos verdes verdes que antes marcavam cem pontos sempre que se cruzavam com os meus, já não o fazem mais. Ou fazem, e vão fazer sempre, mas vou deixar de os contar.
A tinta da minha caneta há de secar sempre que escreva sobre ti, e vou começar hoje.
Wednesday, February 25, 2009
na praça depois da meia noite (chapt. 3)
O homem continua o seu caminho. Carrega qualquer coisa numa mão, mas não é perceptível. Será provavelmente uma pessoa importante. O casaco parece ser de qualidade e nem todos andam, hoje em dia, de bengala sem ter uma qualquer deficiência.
Os gritos não se voltaram a ouvir e a criatura já desaparece numa rua paralela, apesar de não saber que a praça tinha tanta vida a esta hora, caio novamente na solidão.
Saturday, February 14, 2009
na praça depois da meia noite (chapt. 2)
Passa uma ambulância. Está confirmado. O estado lastimável não vai ficar por aí e a gargalhada vai ter uma boa noite de sono numa cama, entubada no corredor dum qualquer hospital. E eu acendo outro cigarro. O gás começa-me a falhar o isqueiro apenas acende à terceira vez. O próximo, terá de ser com a ponta. Mergulho uma vez mais nos meus pensamentos, mas algo me puxa outra vez para a realidade com um serrar de dentes e um ardor. Cortei o joelho com o susto. Levanto as calças enquanto sacudo a cinza. Afinal é só um arranhão. Baixo-as rapidamente tal é o frio. Onde ia eu?
creature
You there, trapped between my face and my pillow.
Falling doubtless, as if you know what to do or how.
Turning and spreading, leaving everyone behind
Twisting and tickling in my chick and my mind?
I am a tear – said she.
What are you doing
Going down crumbling,
As if you ran from something
When you know you’re part of me?
I am a tear – said she – and you are crumbling with me.
Creature brought from the hell
If it’s true what you say, I won’t ever know or even tell!
Who gave you the power to leave
And the strength to flow in your own swell?
I’m just a tear – said she – nothing more than your fear.
Fear? – said I
Fear?
How can you know that I cry
How can you even ear?
You, rolling down so shy
But armed with all that gear
Intended to cut me while I lay here
Tell me and don’t lie,
Tell me and be true!
How can you?
I’m your tear, spoke the creature that never stopped
And I have no mask, no shelter and no helmet
It’s not my fault if I was unlocked
If I’m here it’s ‘cause so you let!
How dare you
Said I – discouraged and spooked
To be so bold and arrogant!
Unless you were sent
By an angel, like it is wrote in The Book.
If so, don’t waste time and let’s go
Just do what you’re meant to
Take me to my Brook
Like I did myself a long, long time ago!
I am Brook, or what she turned into
Said she – like telling something she really knew
I’m what She brought, kept in your thoughts
And I was trapped, just came out now you blew.
Don’t call me creature, I’m all the beauty from the one you took.
I’m part of you, your old beloved Brook
Roll your eye down and look
I write my way like the angel in The Book.
Creature, yes!
You come here and break the grace
When I want peace and nothing less
Running down my face until I’m broke
Just bring me my Brook
That left when we were young without leaving even a note!
And the tear stopped right in my chin:
I’m Brooke and I’m not coming. I’m a tear and I’m leaving
This is the last stop before I fade
If I came so far, it was you who cut of the bleeding
On one last cry, you held the blade.
You choose this way and Brook will now stop hiding
Behind the curtain of a past you both made.
A curtain of a smile holding the sorrow, this and nothing more
Brook and I are gone forevermore,
The beauty of a tear is that they never come anymore
Write a new chapter on The Book, live for you and ask for more.
Thank you – said I, go now, trapped part of me
Go away and don’t come back, my dearly enemy.
And - staring at the cliff – the creature talked for the last time to me:
I’m a tear and I fall free.
I’m a tear and I’ve set you free.
Monday, February 9, 2009
24/01/2009
sábado, 24 de Janeiro de 2009, 02:10:11
na praça depois da meia noite
Está anunciado, a profecia foi ditada e o segundo dado já está parado. Roda grande ou roda pequena, estou fora do teu círculo e vejo-o afastar-se na bola de fumo em que o tornei, sim, a mesma que saiu de dentro de mim agora. Tornar-se pequeno em perspectiva à medida que se afasta e desaparecendo enquanto o fumo se desfaz. Algemas nos meus punhos, o que quero que não esqueças não to escreverei! Coisas que nunca irei ter de volta. Pontos nos meus lábios, o que quero que saibas eles não to dirão. Em mim apenas o guardarei, estupidez…eu sei! Com estas palavras dentro de mim eu morrerei.
Sunday, February 8, 2009
azarado (ou desencaminhado?)
em todas as horas desde que acordo.
Desejo não procurar,
para novamente te encontrar.
A ti voltar,
assim ficar.
Não lembrado,
cada dia que passa mais encarcerado.
Não mais me chegou a mercê,
desse teu olhar gelado.
O Azar que me chamou,
e a ti encontrou.
Ao seu jeito nos juntou,
na sua fala, separou.
Ou talvez desencaminhado,
distraído sem o pretender,
por algo que eu nunca sequer
podia mesmo ter imaginado.



